Governador defende horas extras a PMs e descarta novas convocações na segurança
Mendes afirma que nomeações seguem critérios técnicos e que R$ 70 milhões em horas extras representam menos de 2% das despesas da área
- Categoria: Geral
- Publicação: 06/11/2025 23:35
- Autor: ASSESSORIA
O governador Mauro Mendes (União) rebateu o argumento de que os R$ 70 milhões gastos anualmente com o pagamento de horas extras a policiais militares poderiam ser destinados à convocação de mais aprovados no último concurso público da área de segurança. Segundo o gestor, o montante representa menos de 2% das despesas totais com segurança pública e novas nomeações provocariam um aumento significativo na folha de pagamento da pasta.
“Quando você fala em R$ 70 milhões, a folha da segurança chega a R$ 4 bilhões. Isso representa pouco mais de 1% daquilo que é a folha da segurança, em termos de hora extra. Contratar mais policiais demanda mais armas, mais uniformes, mais viaturas. Então, é uma forma de otimizar”, respondeu o governador a um ouvinte que o questionou durante sua participação na rádio Capital Notícia, nesta terça-feira (4).
“Nós temos uma polícia que trabalha em um esquema de jornada que, em muitos momentos, é mais econômico, e o próprio policial prefere [fazer hora extra] — porque é uma forma de complementar a renda. Isso acontece até em empresas privadas”, justificou o gestor, citando o show do Guns N’ Roses como exemplo. Segundo ele, em situações excepcionais como essa, não haveria necessidade de ampliar o efetivo com novas contratações.
Ainda que o governo do estado tenha realizado um concurso público para soldado da Polícia Militar em 2022, Mendes ressaltou que o processo seletivo foi destinado a cadastro de reserva, e não garante a convocação imediata dos aprovados. “Não é que, necessariamente, há vagas para as pessoas aprovadas tomarem posse, e elas sabiam disso quando se inscreveram”, pontuou.
O governador enfatizou que as nomeações seguem critérios técnicos e orçamentários, e não decisões pessoais, e que o seu compromisso é, sobretudo, com a sustentabilidade financeira de Mato Grosso.
“Não sou eu que acordo de manhã e penso: ‘Hoje eu vou nomear 100 pessoas’. Não é assim que funciona. O governo tem que ter planejamento, olhar para as receitas, despesas, e essa demanda técnica tem que vir da base”, disse.
Ele afirmou ainda que, desde o início de sua gestão, já foram nomeados cerca de 3,5 mil profissionais da segurança pública, mas destacou que novas convocações exigem responsabilidade fiscal. “Posso nomear mais cinco ou dez mil? Posso, mas quem vai pagar essa conta é o cidadão. Isso dá mais dois ou três bilhões de despesa, a depender da quantidade de gente que for nomeada”, pontuou.
“Quando você fala em R$ 70 milhões, a folha da segurança chega a R$ 4 bilhões. Isso representa pouco mais de 1% daquilo que é a folha da segurança, em termos de hora extra. Contratar mais policiais demanda mais armas, mais uniformes, mais viaturas. Então, é uma forma de otimizar”, respondeu o governador a um ouvinte que o questionou durante sua participação na rádio Capital Notícia, nesta terça-feira (4).
“Nós temos uma polícia que trabalha em um esquema de jornada que, em muitos momentos, é mais econômico, e o próprio policial prefere [fazer hora extra] — porque é uma forma de complementar a renda. Isso acontece até em empresas privadas”, justificou o gestor, citando o show do Guns N’ Roses como exemplo. Segundo ele, em situações excepcionais como essa, não haveria necessidade de ampliar o efetivo com novas contratações.
Ainda que o governo do estado tenha realizado um concurso público para soldado da Polícia Militar em 2022, Mendes ressaltou que o processo seletivo foi destinado a cadastro de reserva, e não garante a convocação imediata dos aprovados. “Não é que, necessariamente, há vagas para as pessoas aprovadas tomarem posse, e elas sabiam disso quando se inscreveram”, pontuou.
O governador enfatizou que as nomeações seguem critérios técnicos e orçamentários, e não decisões pessoais, e que o seu compromisso é, sobretudo, com a sustentabilidade financeira de Mato Grosso.
“Não sou eu que acordo de manhã e penso: ‘Hoje eu vou nomear 100 pessoas’. Não é assim que funciona. O governo tem que ter planejamento, olhar para as receitas, despesas, e essa demanda técnica tem que vir da base”, disse.
Ele afirmou ainda que, desde o início de sua gestão, já foram nomeados cerca de 3,5 mil profissionais da segurança pública, mas destacou que novas convocações exigem responsabilidade fiscal. “Posso nomear mais cinco ou dez mil? Posso, mas quem vai pagar essa conta é o cidadão. Isso dá mais dois ou três bilhões de despesa, a depender da quantidade de gente que for nomeada”, pontuou.
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