O senador Jayme Campos (União) anunciou, por meio de suas redes sociais, que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1 no Senado Federal. O anúncio acontece poucos dias após o parlamentar assinar uma PEC alternativa que é amplamente criticada por abrir brechas para a implementação de uma jornada de sete dias de trabalho sem descanso, apelidada de “7×0”.
“Eu quero deixar bem clara a minha posição para os trabalhadores de Mato Grosso. Eu sou a favor e vou votar no Senado pelo fim da escala 6×1, que reduz a jornada semanal para 40 horas, exatamente como foi aprovado na Câmara. Eu defendo que o Senado vote o mais rápido possível essa proposta. Está dado o recado. O povo de Mato Grosso sabe que pode confiar”, afirmou o senador em publicação nesta quinta-feira (4), buscando desvincular sua imagem do desgaste gerado pela proposta alternativa.
Além de Jayme, o senador Wellington Fagundes (PL) também apoiou a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que altera a Constituição Federal para permitir que as jornadas e a distribuição de carga horária sejam definidas por acordo individual entre patrão e empregado.
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A medida, apelidada por centrais sindicais de “PEC do horário flexível” ou “PEC 7×0”, prevê que o trabalhador receba abaixo do salário mínimo caso cumpra menos horas, além de calcular benefícios como FGTS, 13º salário e férias de forma estritamente proporcional ao tempo trabalhado.
O recuo do parlamentar reflete a forte pressão popular e o monitoramento que as bancadas estaduais enfrentam em Brasília desde que a PEC original avançou no Congresso. Ao cobrar agilidade no rito legislativo, o representante do União Brasil tenta restabelecer um canal de segurança com o eleitorado do comércio e de serviços em pleno ano de eleições.
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