Juiz nega liberdade e mantém homem preso por matar ex-esposa a facadas em Confresa
José da Cruz Evangelista, de 63 anos, foi mantido preso pelo assassinato da ex-esposa, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, morta a facadas na madrugada desse sábado (4), em Confresa (a 1.
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- Publicação: 06/07/2026 14:22
José da Cruz Evangelista, de 63 anos, foi mantido preso pelo assassinato da ex-esposa, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, morta a facadas na madrugada desse sábado (4), em Confresa (a 1.048 km de Cuiabá).
Em audiência de custódia realizada na manhã de hoje (5), o juiz Felipe Barthon Lopez manteve a prisão preventiva, decretada antes da apresentação do assassino à Polícia Civil.
Na decisão, o magistrado explicou que José fugiu logo após o crime e permaneceu em local desconhecido durante as buscas realizadas pelas polícias Civil e Militar. Diante da fuga, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. Somente depois da expedição do mandado de prisão, o feminicida se apresentou espontaneamente na delegacia, onde a ordem judicial foi cumprida.
Em razão disso, não foi homologada a prisão em flagrante, apenas o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
"Relaxo o auto de prisão em flagrante delito por ausência de situação de flagrância (art. 302 do Código de Processo Penal), reconhecendo que a segregação do investigado decorreu, em verdade, do cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido nos autos", disse o juiz.
"Homologo o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido contra o investigado nos autos da representação, pois houve apresentação voluntária na delegacia de polícia", acrescentou.
Durante a audiência, a defesa de José pediu que ele respondesse ao processo em liberdade, alegando que é réu primário, aposentado, tem 63 anos e se apresentou voluntariamente à polícia. O pedido foi rejeitado.
O crime ocorreu por volta das 2h desse sábado, em um bar na Rua 15 de Novembro, no bairro Jardim Planalto, em Confresa.
Segundo a investigação, José e Daiany consumiam bebidas alcoólicas quando o homem consultou o aplicativo bancário e verificou uma movimentação de R$ 1 mil em sua conta. Após questionar a vítima sobre o valor, ela confirmou que transferiu o dinheiro e ele sacou uma faca que escondia na cintura.
O proprietário do estabelecimento tentou impedir a agressão e foi atingido com um golpe de faca no antebraço direito. Em seguida, Daiany correu para um dos quartos da residência localizada no mesmo imóvel, mas foi perseguida pelo agressor.
José desferiu diversos golpes de faca contra a vítima, a maior parte deles pelas costas, causando a morte dela ainda no local.
Após o assassinato, José fugiu e permaneceu foragido até a tarde de sábado, quando, após contato entre a Polícia Civil e seu advogado, apresentou-se espontaneamente na Delegacia de Confresa.
Daiany Rodrigues de Souza é a 26ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso em 2026.
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A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
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