Vídeo | Blairo diz que solidariedade a Bolsonaro foi 'política para não perder voto' e cita divisão dentro da própria família
Ex-governador afirmou que parte da classe política declarou apoio ao ex-presidente por cálculo eleitoral
- Categoria: Geral
- Publicação: 28/11/2025 08:38
- Autor: LEIA AGORA / Alline Marques e Leticia Avalos
O ex-governador Blairo Maggi (PP) avaliou que a onda de manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após sua prisão, teve forte componente eleitoral e não necessariamente pessoal. Segundo ele, muitos políticos em Mato Grosso se apressaram em demonstrar solidariedade para não correr o risco de desgaste com suas bases.
A declaração ocorre em meio ao novo capítulo da crise política nacional: Bolsonaro teve a prisão domiciliar revogada no sábado (22), após tentar romper a tornozeleira eletrônica, e agora cumpre pena em cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Para Blairo, as reações públicas revelam o cálculo político que domina a cena em ano pré-eleitoral. “É um pouco difícil… quando saiu a prisão do Jair, todos ficaram solidários. Não é solidário com ele, é solidário político, de não perder voto. Tem muita coisa que não combina. Mas é da política”, avaliou.
O ex-governador também destacou que o tema divide o país — e, segundo ele, divide até famílias, como a sua e aponta ainda para a possibilidade de novos capítulos no Judiciário com a revisão de sentenças.
“Não tem como fazer análise: 50% pensa de um lado e 50% pensa de outro. Na minha família tem gente que diz: ‘Mas não teve golpe, não pode ter punição’. Já outros dizem: ‘Mas teve a tentativa, se teve a tentativa tem que ter a punição’. Parto do princípio de que a Justiça tem a última palavra. Mais à frente, certamente muitas decisões poderão ser revistas. Quem não está satisfeito pode recorrer", afirmou.
Direita precisa se reorganizar, avalia Blairo
No cenário eleitoral de 2026, Blairo reforçou que a direita terá de construir uma candidatura competitiva sem Bolsonaro. Para ele, não houve, desde o início das investigações, qualquer sinal concreto de que o ex-presidente teria condições legais de disputar o próximo pleito.
“Eu vejo isto há mais de um ano. Desde que este processo começou, nunca vi reversão de o ex-presidente disputar a eleição. O lado da direita, ao contrário do presidente Lula, precisa se organizar, precisa ter candidato, ter agenda e colocar para correr, porque senão não ganha”, afirmou.
As falas de Blairo, uma das principais lideranças políticas do Estado, aprofundam o debate dentro do campo bolsonarista em Mato Grosso, que se fragmenta diante da ausência de uma liderança nacional viável e da disputa interna por protagonismo — especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
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A declaração ocorre em meio ao novo capítulo da crise política nacional: Bolsonaro teve a prisão domiciliar revogada no sábado (22), após tentar romper a tornozeleira eletrônica, e agora cumpre pena em cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Para Blairo, as reações públicas revelam o cálculo político que domina a cena em ano pré-eleitoral. “É um pouco difícil… quando saiu a prisão do Jair, todos ficaram solidários. Não é solidário com ele, é solidário político, de não perder voto. Tem muita coisa que não combina. Mas é da política”, avaliou.
O ex-governador também destacou que o tema divide o país — e, segundo ele, divide até famílias, como a sua e aponta ainda para a possibilidade de novos capítulos no Judiciário com a revisão de sentenças.
“Não tem como fazer análise: 50% pensa de um lado e 50% pensa de outro. Na minha família tem gente que diz: ‘Mas não teve golpe, não pode ter punição’. Já outros dizem: ‘Mas teve a tentativa, se teve a tentativa tem que ter a punição’. Parto do princípio de que a Justiça tem a última palavra. Mais à frente, certamente muitas decisões poderão ser revistas. Quem não está satisfeito pode recorrer", afirmou.
Direita precisa se reorganizar, avalia Blairo
No cenário eleitoral de 2026, Blairo reforçou que a direita terá de construir uma candidatura competitiva sem Bolsonaro. Para ele, não houve, desde o início das investigações, qualquer sinal concreto de que o ex-presidente teria condições legais de disputar o próximo pleito.
“Eu vejo isto há mais de um ano. Desde que este processo começou, nunca vi reversão de o ex-presidente disputar a eleição. O lado da direita, ao contrário do presidente Lula, precisa se organizar, precisa ter candidato, ter agenda e colocar para correr, porque senão não ganha”, afirmou.
As falas de Blairo, uma das principais lideranças políticas do Estado, aprofundam o debate dentro do campo bolsonarista em Mato Grosso, que se fragmenta diante da ausência de uma liderança nacional viável e da disputa interna por protagonismo — especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
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