MM cobra punição a alunos da UFMT: “violência contra mulheres deve ser combatida na raiz”
Segundo Mauro, não é possível tolerar discursos que ofendam, desrespeitem e exponham mulheres.
- Categoria: Geral
- Publicação: 08/05/2026 16:30
O ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou em uma postagem nas redes sociais, nesta quinta-feira, 7 de maio, que a violência contra a mulher precisa ser combatida e punida na raiz para evitar que escale para situações mais graves. A declaração ocorre após a repercussão de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis” na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
Segundo Mauro, não é possível tolerar discursos que ofendam, desrespeitem e exponham mulheres. Ele classificou como inadmissível o fato de um estudante ter criado e compartilhado o conteúdo. Para o ex-governador, esse tipo de comportamento é o ponto inicial de uma escalada de violência.
“É assim que a violência contra a mulher começa, com atitudes que diminuem, expõem, ridicularizam e menosprezam aquilo que é feminino, avançando para a violência verbal, psicológica e física”, destacou.
O ex-governador também destacou que a chamada “epidemia de ódio às mulheres” precisa ser enfrentada desde a origem. Egresso da universidade e ex-presidente do Diretório Central dos Estudantes, ele ressaltou que quem dissemina esse tipo de violência não deveria permanecer na instituição. Mauro ainda defendeu leis mais duras para punir com severidade esse tipo de crime.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens trocadas entre estudantes, nas quais universitárias, principalmente calouras dos cursos de Direito, Engenharia e Ciências da Computação, eram alvo de comentários ofensivos e sexualizados. Em um dos trechos, um dos envolvidos afirma que pretende “molestar” uma colega, recebendo respostas com risadas. Em seguida, sugere a criação de um ranking de alunas mais “estupráveis”, e a proposta foi aceita por outros participantes da conversa.
As críticas de Mauro somam às do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos). Durante sessão, ele classificou o caso como absurdo e destacou que não é aceitável que mulheres que estão buscando formação acadêmica estejam expostas a esse tipo de violência.
“Não é aceitável que mulheres que estão realizando os seus sonhos e de suas famílias estejam à mercê de uma violência gratuita”, declarou.
Leia Mais