Empresário preso pela PF é dono de empresa de saúde mental e sócio do marido de Janaina Riva
Humberto é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável pelo desvio de R$ 22 milhões destinados à área da saúde em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo
- Categoria: Geral
- Publicação: 26/11/2025 15:14
- Autor: Eloany Nascimento e Alline Marques / LEIA AGORA
O empresário Humberto Silva Baccin, preso pela Operação Paralelo Cinco, deflagrada pela Polícia Federal, é proprietário do Centro de Reabilitação Psicossocial (Creap) e sócio do empresário Diógenes de Abreu Fagundes, marido da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e filho do senador Wellington Fagundes (PL).
Humberto é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável pelo desvio de R$ 22 milhões destinados à área da saúde em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Conforme apurado pela reportagem, além de ser proprietário do Creap em Cuiabá, Humberto tem sociedade com o empresário Diógenes através da empresa de saúde mental, no Grupo Agora Comunicação e Investimento, e outras ligações empresariais.
A prisão ocorreu na terça-feira (25), no Hotel D’Luca, em Cuiabá. O investigado dormia em um dos quartos quando foi surpreendido por agentes da PF. Contra ele foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Um celular, uma Land Rover, um caderno de anotações e uma planilha foram recolhidos para subsidiar a investigação.
O empresário foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal.
Operação Paralelo Cinco
A Polícia Federal, com apoio técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) e da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Paralelo Cinco para desarticular uma organização criminosa responsável pelo desvio de milhões de reais da saúde pública em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Paralelamente, foram executadas medidas de constrição patrimonial, como o sequestro de 14 imóveis, apreensão de 53 veículos e de uma embarcação, além do bloqueio de mais de R$ 22,5 milhões em contas bancárias.
Outras medidas cautelares foram impostas aos 20 investigados, incluindo afastamento de funções, suspensão de atividades econômicas, restrição de acesso a órgãos públicos e proibição de contato entre os envolvidos. O Juízo das Garantias da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento também determinou a designação de interventores nos hospitais municipais de Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP).
O inquérito policial, iniciado em janeiro de 2024, apurou que um grupo de empresários de Porto Alegre assumiu a gestão dos Hospitais Municipais de Jaguari e Embu das Artes. Entre 2022 e agosto de 2025, as unidades receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos destinados ao custeio dos serviços de saúde.
As investigações apontam para um amplo esquema de desvio de recursos públicos, baseado na utilização de empresas de fachada e entidades interpostas, sem capacidade operacional mínima, utilizadas para emissão de notas fiscais inidôneas e para ocultar a real destinação do dinheiro. Os valores repassados eram rapidamente pulverizados para dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas sem qualquer vínculo com os serviços contratados, beneficiando gestores da organização social e alimentando um sofisticado esquema de ocultação e dissimulação financeira.
Além disso, foram identificados desvios diretamente das contas-convênios, destinados ao pagamento de despesas pessoais, como remunerações elevadas a funcionários sem prestação de serviços, contratos fictícios de trabalho, aluguel de imóveis de alto padrão, viagens de luxo, aquisição de bens particulares e manutenção de vantagens pessoais — tudo custeado com recursos originalmente destinados aos hospitais de Jaguari e Embu das Artes.
Humberto é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável pelo desvio de R$ 22 milhões destinados à área da saúde em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Conforme apurado pela reportagem, além de ser proprietário do Creap em Cuiabá, Humberto tem sociedade com o empresário Diógenes através da empresa de saúde mental, no Grupo Agora Comunicação e Investimento, e outras ligações empresariais.
A prisão ocorreu na terça-feira (25), no Hotel D’Luca, em Cuiabá. O investigado dormia em um dos quartos quando foi surpreendido por agentes da PF. Contra ele foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Um celular, uma Land Rover, um caderno de anotações e uma planilha foram recolhidos para subsidiar a investigação.
O empresário foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal.
Operação Paralelo Cinco
A Polícia Federal, com apoio técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) e da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Paralelo Cinco para desarticular uma organização criminosa responsável pelo desvio de milhões de reais da saúde pública em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Paralelamente, foram executadas medidas de constrição patrimonial, como o sequestro de 14 imóveis, apreensão de 53 veículos e de uma embarcação, além do bloqueio de mais de R$ 22,5 milhões em contas bancárias.
Outras medidas cautelares foram impostas aos 20 investigados, incluindo afastamento de funções, suspensão de atividades econômicas, restrição de acesso a órgãos públicos e proibição de contato entre os envolvidos. O Juízo das Garantias da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento também determinou a designação de interventores nos hospitais municipais de Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP).
O inquérito policial, iniciado em janeiro de 2024, apurou que um grupo de empresários de Porto Alegre assumiu a gestão dos Hospitais Municipais de Jaguari e Embu das Artes. Entre 2022 e agosto de 2025, as unidades receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos destinados ao custeio dos serviços de saúde.
As investigações apontam para um amplo esquema de desvio de recursos públicos, baseado na utilização de empresas de fachada e entidades interpostas, sem capacidade operacional mínima, utilizadas para emissão de notas fiscais inidôneas e para ocultar a real destinação do dinheiro. Os valores repassados eram rapidamente pulverizados para dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas sem qualquer vínculo com os serviços contratados, beneficiando gestores da organização social e alimentando um sofisticado esquema de ocultação e dissimulação financeira.
Além disso, foram identificados desvios diretamente das contas-convênios, destinados ao pagamento de despesas pessoais, como remunerações elevadas a funcionários sem prestação de serviços, contratos fictícios de trabalho, aluguel de imóveis de alto padrão, viagens de luxo, aquisição de bens particulares e manutenção de vantagens pessoais — tudo custeado com recursos originalmente destinados aos hospitais de Jaguari e Embu das Artes.
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